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PSILOCIBINA: O USO DE COGUMELOS EM TRATAMENTOS ALTERNATIVOS

OS FAMOSOS COGUMELOS MÁGICOS 

 

Quando chamada assim pelo seu nome científico “psilocibina”, a substância pode até não parece muito familiar, mas ela é bastante conhecida de quem já fez uso ou teve qualquer contato com os cogumelos mágicos, cogumelos alucinógenos utilizados há muito tempo tanto em rituais religiosos quanto para fins recreativos. 

 

Bastante reconhecidos por suas propriedades alucinógenas e de expansão de consciência, de algum tempo para cá esses cogumelos passaram a chamar a atenção por outro motivo: suas possibilidades terapêuticas para tratar pacientes vítimas de traumas, que sofrem com depressão\ansiedade ou que enfrentam algum tipo de vício, como o alcoolismo.

 

Pesquisas têm demonstrado que a substância pode oferecer excelentes resultados como tratamento alternativo para esses e outros males do corpo e da mente.

MÁRIO E LUIGI ESTAVAM CERTOS O TEMPO TODO!

 

Quem já jogou o famoso jogo de vídeo game Super Mario Bros vai lembrar que a dupla de encanadores bigodudos ganhava força e tamanho extra quando consumiam os cogumelos que se parecem muito com a variedade Psilocybe cubensis que, como o nome sugere, é bastante rica em psilocibina. Pois ao que tudo indica os dois irmãos estavam certos o tempo todo!

 

Pesquisas recentes – e outras nem tanto assim – têm comprovado que a psilocibina, apresenta importantes possibilidades terapêuticas em tratamentos ligados a vícios\compulsões, desequilíbrios mentais e traumas.

 

TRATAMENTOS CONTRA ALCOOLISMO SEVERO

 

Em uma pesquisa recentemente divulgada pela JAMA Psychiatry, um grupo de especialistas relata ter identificado uma diminuição de 83% no consumo excessivo de álcool entre os participantes do estudo.

 

Foram testados 93 pacientes de alcoolismo, com metade deles recebendo doses de psilocibina e a outra metade recebendo placebo, o que contribui para atestar a validade dos resultados.

 

Ainda não se sabe exatamente quais os processos químicos que levam a tais resultados, mas uma das possíveis explicações é a de que ao entrar em contato com os receptores de serotonina – o famoso hormônio do bem-estar – a substância pode abrandar a necessidade da ingestão de álcool.

 

O vício em álcool, é bom que se diga, tem outras causas além da puramente física\química, que podem – e costumam – envolver questões psicológicas, de traumas, histórico familiar e todo o contexto social onde o indivíduo se desenvolve e convive. Isso significa dizer que a psilocibina por si só dificilmente poderia “curar” uma pessoa alcoólatra, porém, e é isso que se espera, ela pode ser uma importante aliada em tratamentos que envolvam diversas abordagens terapêuticas, como o acompanhamento psicológico, por exemplo. 

UMA ALIADA PARA A SAÚDE MENTAL

 

Outros estudos, realizados inclusive por cientistas da Imperial College London, já haviam apontado os benefícios de tratamentos que utilizam a substância encontrada nos cogumelos em pessoas que sofrem com depressão e ansiedade.

 

No estudo em questão, 12 pessoas diagnosticadas com depressão receberam a substância durante o período de uma semana. Entre esses pacientes, todos relataram apresentar alguma espécie de melhora e, após 3 meses, 5 deles já estavam em processo de remissão completa. O que é um dado bastante impressionante e animador.  Sobretudo porque todos os pacientes participantes do estudo já haviam sido tratados com outras terapias convencionais – remédios tradicionais – não apresentando melhoras tão significativas quanto as experimentadas após o uso da psilocibina.

 

Vale mais uma vez salientar que não se trata de uma cura milagrosa para a depressão, assim como não seria com nenhuma outra substância, mas sim de um importante tratamento auxiliar que, quando combinado com outras técnicas terapêuticas, pode contribuir decisivamente com a melhora dos pacientes.

 

OS ESTUDOS JÁ COMEÇARAM NO BRASIL


Recentemente, pesquisadores do
Certbio (Laboratório de Avaliação e Desenvolvimento de Biomateriais do Nordeste), da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), receberam autorização da ANVISA para testes com a psilocibina, buscando avaliar as possibilidades do uso da substância em medicamentos.

 

Essa liberação é inédita no Brasil, que ainda mantém, a exemplo do que acontece com a Cannabis, a proibição da substância. 

 

A ideia com essas pesquisas é que, em um horizonte próximo, produtos derivados dos cogumelos psicodélicos possam contribuir com o tratamento de condições graves e que geram muito sofrimento para pacientes e suas famílias, como depressão, ansiedade, dependência química e traumas variados.

 

As pesquisas ainda estão no início, mas já são um bom primeiro passo para levar essa nova alternativa terapêutica adiante.

 

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19 de setembro de 2022

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